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Branding: Por que público-alvo e personas são tão importantes?

O desenvolvimento de uma marca vai muito além do seu logo. Precisamos entender a missão da empresa, o porquê ela existe e suas visões além do negócio.


Todo mundo tem aquele slogan que não sai da cabeça, que surge na mente de forma inesperada. Ou então, alguma imagem que ligamos instantaneamente a uma empresa. As cores e conceitos que remetem ao alcance e certo poder de influência de uma marca.


Afinal, você consegue pensar em uma propaganda de Natal que não tenha o Papai Noel? Ou pensar que antes de 1930, a figura natalina não era muito popular entre as pessoas? Bom, foi a Coca-Cola que difundiu o Papai Noel no meio comercial, associando o “bom-velhinho” com um refrigerante gelado e fazendo com que chegasse a um patamar mundial.


O poder de uma marca é enorme, se ela souber usá-lo.


Construir uma marca leva tempo e dedicação, e para criar um branding primeiro precisamos conhecer nossas motivações, nosso público-alvo e nossas personas.


O “porquê” de uma marca


No meio do marketing, temos um livro muito conhecido chamado “Comece pelo porquê” de Simon Sinek. O argumento principal do autor, é como o fator comercial não é o que mantem uma marca amada pelo público, mas sim suas motivações e princípios.


Para Apple, temos a importância da individualidade para o usuário, o estilo de vida que a marca prega. Na Microsoft, o acesso à tecnologia, principalmente na fundação da marca, onde o sonho era que todos os escritórios tivessem um computador individual.


Podemos citar inúmeras outras marcas, como a brasileira Nubank que criou um app bancário sem taxas e burocracia. Além disso, ela usa o roxo como sua cor de fácil associação, o “roxinho” como se refere. Esse elemento está presente no cartão da Nubank, nas redes sociais e produtos de brinde para clientes.


Para que essas empresas gerem impacto, o fator principal é o público-alvo e as personas. Afinal, a comunicação de uma marca jamais vai estar sob seu total controle – pessoas falam e opinam. O que faz a diferença, é saber com quem estamos nos comunicando, de forma clara e que se diferencie da concorrência.


Como público-alvo afeta a comunicação de uma marca?


Se você acompanha a Dap7 nas Redes Sociais, já sabe que falamos bastante sobre todos os aspectos que criam uma marca. (Se não segue nosso time, por favor, clique no follow aqui). Na agência, sabemos a importância de diferenciar o público-alvo e as personas, para que tenhamos bons resultados em qualquer tipo de campanha.


O nosso público-alvo é amplo, no caso do Nubank iniciou com jovens-adultos que procuravam facilidade nas transações bancárias e baixas tarifas. Na Microsoft inicialmente empresas, e na Apple indivíduos e pessoas físicas.


Quando falamos de público-alvo da Coca-Cola, o raio de alcance fica amplo. Podemos colocar famílias no almoço de domingo, ou alguém que pede um lanche fora de casa com a bebida como acompanhamento, sem falar nas crianças, adolescentes e qualquer um que pensa em tomar uma coca gelada quando têm sede.


Para todas essas marcas criarem seus posicionamentos, uma análise de seus públicos foi feita. Agora, para que anúncios, campanhas direcionadas tenham um maior raio de alcance, precisamos pensar nas personas.


Qual a diferença da persona e do público-alvo?


O público-alvo é geral, abrangente. Seja ele uma faixa etária, uma classe social ou um aspecto de personalidade. Enquanto isso, as personas são detalhadas, são pessoas, com suas características e individualidades, com gostos e prospecções que estão ligados a marca.


Mesmo em uma empresa, ela pode ser dividida para segmentos ou venda de produtos.


Vamos apresentar dois cases de clientes para você hoje, um específico e outro amplo.


Trabalhamos com a V3 Soluções Imobiliárias, um público de alto nível e restrito. É uma empresa que vende imóveis de luxo, com valores altos de mercado, clientes que tem um poder monetário muito acima da média. Aqui está uma das personas criadas:


Persona – Advogado Tributarista


“Homem, 35-44 anos, sócio de um escritório de advocacia. Preza um local mais movimentado, centros urbanos e ligação direta as principais vias da cidade. Visita clientes com frequência, e procura um imóvel próximo a rodovias. Gosta de investir, e o mercado imobiliário está entre seus interesses, principalmente em relação a imóveis em planta, para aluguel e revenda no futuro”.


Para criar essa persona, entramos no “personagem”. Imaginamos quem é essa pessoa, sua rotina diária e seus hobbies, e aspectos de sua personalidade. Esses perfis de pessoas, são chamados personas. É uma forma de “individualizar” nosso público-alvo. As personas são usadas desde a criação de anúncios, artigos e publicações em redes sociais.


Agora, vamos ao público-alvo abrangente.


A ehDoc é uma empresa 100% digital, um aplicativo de histórico de saúde. Para que você carregue todas essas informações, independente da parte do mundo que esteja, a ehDoc está cuidando da sua privacidade e o acesso rápido aos seus dados.


Todo mundo é o público da ehDoc, mas elaboramos um público inicial e como iriamos expandi-lo no desenvolvimento da campanha.


Persona- Antônio, 55 anos


“Pai de família, trabalhou nos últimos 15 anos na mesma empresa de calçados. Foi demitido devido à crise. Conseguiu outro emprego no começo do ano, com metade do salário, sem plano de saúde vinculado. Busca uma opção além do SUS, para consultas médicas. Por que usar a ehDoc? Tem diabetes, e não pode consumir certos medicamentos. Faz exames recorrentes, e precisa medir glicose diariamente. Procura um lugar para compilar todo seu histórico médico”


Nesse caso, pensamos em alguém que estivesse próximo dos 60 anos, que precisa estar com seu histórico de saúde com frequência e usuária o aplicativo por necessidade. Mas o porquê, o princípio da ehDoc, é empoderar as pessoas sobre sua saúde. Sem falar na aproximação entre médicos e pacientes.


Viu como existe muita coisa que abrange o branding?


A construção de uma marca é constante, e conhecer o público é essencial para entender as necessidades do seu cliente. Esse conhecimento melhora a conexão entre usuário e marca, criando o vínculo que falamos desde um início.


O diferencial de uma marca é os motivos que lembramos dela, como ela nos impacta diariamente. É disso que branding se trata, de imagem e direcionamento, de comunicação e logo, mas principalmente a diferença que sua empresa faz na vida das pessoas.